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GUERRA E PAZ NUMA BIOGRAFIA ÚNICA

Enfermeira da Cruz Vermelha durante a 2ª guerra mundial, a cliente da TeleHelp, Hermínia Carstens Stueber, relata

Enfermeira da Cruz Vermelha durante a 2ª guerra mundial, a cliente da TeleHelp, Hermínia Carstens Stueber, relata sua história marcante.

Há pouco mais de 70 anos chegava ao fim um dos eventos mais marcantes da história da humanidade. Incontáveis livros, documentários e filmes se encarregaram, ao longo das décadas, de expor relatos daqueles que vivenciaram a 2ª guerra mundial. A cliente da TeleHelp, Hermínia Carstens Stueber, tem histórias para contar desta época, pois vivenciou o conflito de perto, como enfermeira da Cruz Vermelha em plena Alemanha, entre os anos de 1940 e 1945. Quando entrou para a organização humanitária e começou atender feridos de guerra tinha apenas 15 anos. Hermínia vive hoje tranquila em seu apartamento no bairro da Água Verde, em Curitiba, e desde que saiu da Alemanha e veio morar no Brasil, em 1946, deixou para trás o uniforme de enfermeira. Sua jornada poderia ser roteiro de filme.

Nascida em 1925 na Guatemala, filha de mãe guatemalteca e pai alemão, Hermínia deixou jovem sua terra natal para estudar na Alemanha, mas o sonho da faculdade foi abortado pela guerra. Então, fez o que achava que deveria fazer à época, um curso intensivo de três meses na Cruz Vermelha para ajudar quem precisava. “A guerra acabou com toda a comunicação na Alemanha, tudo era muito difícil, mesmo tendo dupla nacionalidade não tinha como sair do país, então resolvi me alistar como enfermeira. A necessidade de ajuda era tão grande, que a idade não importava”, conta.

Nos cinco anos que atuou como enfermeira da Cruz Vermelha, Hermínia passou por vários hospitais, principalmente entre as cidades de Sttutgart e Munique. Neste período, vivia nos alojamentos da organização ou dos próprios hospitais. O fim do conflito, em 1945, não deixou a vida mais fácil. “O pós-guerra era muito difícil, eu trabalhava em um hospital mas não recebia e não via meus pais há muito tempo. Então, os norte-americanos começaram a reunir, em Munique, os estrangeiros que quisessem voltar para seus países. O grupo estava sendo reunido num quartel. Lá conheci um brasileiro, com ascendência austríaca, que como eu havia ido para a Alemanha para estudar”. O brasileiro era Carlos Stueber, que se tornaria seu marido.

A partir deste encontro começava uma nova vida para Hermínia. O casal conseguiu sair da Alemanha e ir para a Antuérpia, à época o único lugar que tinha um consulado brasileiro para ajudá-los. “Meu sogro havia mandado dinheiro para voltarmos para o Brasil, mas ficamos três semanas na Antuérpia tentando voltar, até que conseguimos ajuda e viemos de avião para o Brasil”.

Quando chegou ao país foi morar em Santa Catarina, onde passou quatro anos e nasceu seu casal de filhos. Depois mudou-se para Porto Alegre e, posteriormente, Apucarana, no norte paranaense, onde viveu por 18 anos até a mudança para Curitiba, após ficar viúva. Durante todos esses anos, por questão de oportunidades, em vez de hospital foi para a máquina de costura, e nunca mais atuou como enfermeira. “Trabalhei fazendo enxoval de noiva”, conta.Mas as marcantes experiências vivenciadas em sua juventude nos anos de conflito moldaram sua personalidade. “A guerra tem horrores, é muito triste. Mas ela fez de mim uma guerreira. Aprendi a enfrentar a vida e as dificuldades procurando sempre uma maneira de superar os problemas”.

Hoje com 91 anos, Hermínia leva uma vida ativa e independente em seu apartamento, e conta com a TeleHelp para sentir-se mais segura e deixar a família mais tranquila, que além do casal de filhos é composta por quatro netos e o mesmo número de bisnetos. “Tenho uma história de vida de muita independência, e me mantenho assim. Vou ao mercado, ao banco para pagar as contas, entre outros afazeres”, diz. Andar faz parte da atividade física frequente de Hermínia, que mora no 3º andar de um prédio sem elevador. “Faço tudo a pé e acho que subo escada melhor que muito jovem”.

Se as pernas estão em atividade, a cabeça também. Na leitura está um dos grandes prazeres de Hermínia, que faz parte de um grupo para estudos e leituras espiritualistas. “Gosto de ler coisas que abrem os horizontes. Abracei a espiritualidade, que significa amor e paz. O ser humano tem que abraçar isso”. Mensagem inspiradora de quem pode contar histórias de superação.



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