Ligamos para você

Se preferir, ligue grátis para:0800 014 2001

Calcule seu risco de queda

11 / 05

A DANÇA DA VIDA

A pintura “A dança da vida” (1899-1900) é de autoria do pintor norueguês Edward Munch (1863-1944), precursor do

A pintura “A dança da vida” (1899-1900) é de autoria do pintor norueguês Edward Munch (1863-1944), precursor do expressionismo alemão. Atualmente, está exposta no Museu Munch, em Oslo, na Noruega. A obra foi exibida pela primeira vez em Berlim, na Alemanha, em 1902, e ainda provoca admiração e reflexão para as pessoas que têm oportunidade de ver esta importante criação.

O quadro é uma narrativa em forma de pintura. Duas figuras femininas cercam um casal que está completamente alheio ao que acontece ao redor. Dançam e bailam sem perceber o que se passa com as demais pessoas que estão próximas. Talvez, fosse uma grande festa ou um grande evento. Alguns críticos dizem que era uma noite luminosa de verão. Observamos que existem duas mulheres paradas, sem dançarem, ao redor do casal. A mulher de branco à esquerda é jovem e simboliza a pureza do primeiro amor, virgem como a cor branca que seu vestido indica. A da direita, mais velha e vestida de preto, simboliza a perda das ilusões amorosas que veem com a experiência. Os críticos interpretam a obra como um retrato das várias etapas da vida. Representando a mulher da puberdade à viuvez, o quadro passa pela sedução, paixão e tentaçãoe chega até à morte do homem, deixando a mulher sozinha, triste e melancólica.

Uma obra de arte é uma porta para refletirmos sobre a vida. A vida é uma dança, e vários ritmos são tocados em nossa existência. As músicas, sons, parceiros, espaços físicos não são iguais para todos e nem permanentes. Viver é dançar! Dançar é viver! Isto é a beleza da vida. A música não é igual para todos. Quando uma música termina, outra começa. Quando um ritmo está chato podemos ter a esperança de mudar para outro mais interessante. Quando alguém dança, podemos ser espectadores ou podemos ser os protagonistas.

Não acho que a maturidade ou velhice seja necessariamente um momento da perda das ilusões. Não acho que ela significa o fim, a escuridão ou o tempo apenas de contemplação. Em qualquer fase da vida podemos perder e ganhar. Creio que não é este contraponto tão explícito, o branco (pureza) e o preto (perda de ilusões). A fase denominada velhice pode ser um momento de conquistas e ressignificações importantes. Este ciclo pode ser a oportunidade de recomeçar uma nova etapa. O pensamento tradicional da sociedade dava um papel muito negativo à velhice. Era um período extremamente de retiro, de perdas e preparo para o encontro da morte. Hoje, esta etapa da vida tem outros significados e outros tons. É um momento único e precioso. Creio que pode ser bem colorido, não precisa ser preto no sentido de ausência de luz e desejo de viver.

Isadora Duncan nos disse que dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar… Tu amas, sofres e sentes. Dança! Fernando Sabino nos convida a fazer da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte e da procura um encontro.

A vida é sim uma dança porque ela tem ritmo, movimento, forma e transformação, num eterno fluir. (Tudo flui e nada permanece – Heráclito de Éfeso). A dança – da vida – é fonte de energia, força, movimento, capacidade criativa e transformação. É fonte de encontro, reencontro e desencontro. Vamos dançar?

Marília Viana Berzins



Voltar para todas as notícias

Conheça nosso canal

Siga a Telehelp nessa rede social e veja os nossos vídeos e novidades que devem auxilia-lo a entender melhor nossos serviços.

Conheça Conheça

Perguntas frequentes

Ainda com dúvidas, aqui você pode esclarece-las com o nosso FAQ, tendo acesso às perguntas e respostas às dúvidas mais frequentes.

Leia Mais Leia Mais

Depoimento

Confira depoimentos e áudios reais de quem utiliza o serviço de teleassistência

Veja mais Veja mais