TeleHelp
Português English
LIGUE: São Paulo: 3585-2000 | Demais Localidades: 4002-1128

Institucional > TeleHelp na mídia

Último Segundo - IG
Serviço facilita dia-a-dia de idosos

Por Vítor Cavalcanti, Especial para a Agência Estado

A enfermeira Aneri Tioka tem uma rotina bastante corrida. Os pais dela são idosos e moram no bairro do Tatuapé, zona leste da capital paulista. A mãe sofre mal de Alzheimer e o pai é hipertenso. Moradora do município de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, Aneri vivia preocupada com a situação dos dois. Ela lembra que, quando acontecia algum problema, saía desesperada de sua casa em direção à residência dos pais, "dirigindo como louca". Hoje as coisas mudaram. Aneri contratou um serviço de telecare (socorro domiciliar à distância) e garante que vive mais tranqüila.



Popular e disseminado nos EUA e em países europeus, o produto existe fora do Brasil há mais de 20 anos. Trata-se de um serviço onde, ao acionar um dispositivo (que é conectado a linha telefônica), uma central de atendimento recebe o sinal e tem acesso a uma ficha com as informações do cliente, como: doenças, se faz ou não uso de algum medicamento, além de uma lista com cinco telefones de pessoas conhecidas. A partir desse contato, dependendo do caso envia-se uma ambulância ao local.



A novidade foi trazida ao País pela empresa Telehelp, que há quatro meses comercializa o produto por aqui. "O botão de acionamento pode ser usado como relógio, colar ou pingente e pode ser disparado de onde você estiver em sua residência (o aparelho funciona por radiofreqüência e atende até um limite de 250 metros). A tecnologia da central de atendimento é similar ao de uma central de alarme", informa Felipe Wright, diretor comercial da Telehelp.



Estudos europeus mostram que receber ajuda rapidamente após uma queda pode reduzir o risco de hospitalização em 26% e em 80% o risco de morte. Os números também apontam que 70% das entradas de pessoas idosas em prontos-socorros são devido a quedas. "Todo sinal recebido pela central é tratado como emergência. Ligamos para a casa do cliente e, caso ele não consiga atender o telefone, o equipamento instalado tem um viva voz, por isso recomendamos instalá-lo no local onde a pessoa passe a maior parte do tempo", explica Felipe.



A mãe da enfermeira Aneri já precisou utilizar o serviço, foi no início do mês de agosto. Por conta dos problemas de saúde, às vezes ela tem convulsão e foi preciso acionar. "Era aniversário de um sobrinho meu e minha mãe estava acompanhada da cuidadora e da minha cunhada", lembra Aneri. Ela explica que o atendimento foi rápido - entre o acionamento e a medicação dada à mãe dela, gastou-se cerca de 50 minutos. "Ainda fizeram um exame de hipoglicemia. Se não tivéssemos o serviço, com certeza seria diferente. Sei que alguém vai cuidar dela até que eu chegue", encerra.



Esse tipo de serviço tem perto de 850 mil usuários só nos EUA. "O telecare acelera o processo de atendimento, especialmente em uma cidade como São Paulo. Nós não temos a cultura do médico de família que mora no mesmo bairro", avalia o clínico geral Dario Munin, da Delta Saúde Medicina do Trabalho.



POPULAÇÃO ESTÁ ENVELHECENDO



O envelhecimento da população brasileira pede uma infra-estrutura de serviços adequada para indivíduos desta faixa etária. São pessoas mais propensas a acidentes domésticos e que, geralmente, sofrem com a presença de alguma patologia relacionada ao envelhecer. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil possui hoje 17,7 milhões de habitantes com mais de 60 anos. As projeções dão conta de que, em 2050, o número de homens e mulheres com mais de 80 anos poderá ser superior ao de jovens entre 20 e 24 anos.



São números que dão a dimensão do problema a ser enfrentado. A aposentada Sônia Melo Faro, de 62 anos, adquiriu o serviço de telecare como forma de prevenção. Ela lembra que a mãe, de 84 anos, já teve problemas para acionar o socorro em situação de emergência. "Ela desmaiou e a cuidadora não conseguia segurá-la e ligar para um ambulância ao mesmo tempo, quando soubemos desse serviço contratamos na mesma hora", conta.



Apesar de saudável, Sônia mora sozinha - assim como muitos idosos. Com os filhos casados, ela recorda que já sofreu um susto devido a uma queda. "Estava sozinha e não conseguia levantar, fiquei muito insegura no momento. Agora, com o aparelho, me sinto bem. Até o momento, nem minha mãe e nem eu precisamos usar, mas a tranqüilidade é maior", conclui.



A importância desse tipo de serviço pode ser traduzida em números. Dados da Polícia Militar do Estado de São Paulo mostram que mais de 4 mil quedas são registradas por mês no Estado. Além disso, segundo informações do Sistema Único de Saúde (SUS), um terço dos atendimentos por lesões traumáticas nos hospitais brasileiros é feito em pessoas com mais de 60 anos. A grande maioria dessas lesões acontece dentro de casa (85%) e um percentual significativo das quedas (34%) provoca algum tipo de fratura. Pessoas como Sônia, que moram sozinha, têm um risco ainda maior. Dependendo de como foi a queda, dificilmente consegue-se chegar a um telefone e discar para o serviço de emergência.



ENTENDA O FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO



O telecare é composto de um painel (aparelho similar a uma secretária eletrônica instalado próxima à linha telefônica) e um botão de acionamento que o usuário deve carregar junto consigo. O funcionamento é bastante simples. Em caso de emergência, basta apertar o botão para que o painel emita um sinal para a Central de Atendimento que funciona 24 horas. Um profissional atenderá o chamado, conversará com o cliente - por um sistema de viva voz do painel - e tomará as providências necessárias (ajuda, aviso a parentes ou amigos e envio de ambulância).



A empresa disponibiliza os seguintes serviços: básico (que dá direito a avisar pessoas conhecidas em caso de emergência), pacote médico (onde um profissional da saúde fica à disposição para dar orientações por telefone), ambulância (uma unidade é enviada à casa do cliente caso seja necessário), e contato telefônico diário ou semanal (um funcionário da empresa liga para saber se a pessoa está bem). O valor varia conforme o pacote contratado. Mais informações no site www.telehelp.com.br.



< Voltar



Fale conosco

Por e-mail

Por telefone