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Diário Catarinense
Em caso de emergência, aperte o botão Socorro

Aparelho colocado junto ao corpo garante socorro permanente



O projeto ainda está em fase de avaliação, mas há lista de espera para o serviço de socorro a idosos por telefone que a prefeitura de Joinville iniciou em julho. O programa de teleassistência atingiu o limite de 500 idosos atendidos no município.



Outros 120 aguardam para se cadastrar e receber o aparelho portátil capaz de garantir socorro em caso de urgência. Assim, pessoas de mais de 65 anos, com renda de até dois salários mínimos e que moram ou passam muito tempo sozinhos podem acionar, sempre que necessário, uma central de atendimento.



Basta pressionar um botão de um aparelho preso ao corpo na forma de colar ou pulseira. Os atendentes da central da empresa, em São Paulo, verificam a situação do idoso - por meio do telefone viva voz - , e julgam se é o caso de chamar um familiar ou uma ambulância. Em cerca de quatro meses, o serviço ajudou a socorrer idosos vítimas de ataques cardíacos, desmaios, quedas e até assaltos. Os atendentes ainda entram em contato com os idosos uma vez por semana, para se informar da saúde deles. E avisam o horário certo de tomar os remédios.



Ontem à tarde, cerca de 40 idosos que fazem parte do programa se reuniram no Centro de Referência ao Idoso, a Casa Viva, no Bucarein, para trocar experiências.



- A idéia é que eles se conheçam, se tornem mais ativos e participantes. E também tirem dúvidas - explica o coordenador do programa de atenção ao idoso, Paulo César Priamo. Nessa etapa, a idéia é que os idosos atendidos em cada região da cidade formem um grupo de amigos.



Segundo a prefeitura, Joinville é a primeira cidade do Brasil a oferecer o serviço gratuitamente. A empresa contratada pelo município atende a clientes particulares em São Paulo, por um valor mensal. O contrato com a prefeitura prevê o custo mensal de R$ 80 por idoso atendido. Com a mudança de gestão na prefeitura, no ano que vem, fica difícil prever se o serviço será ampliado.



- Dependendo do caso, podemos encaixar, mas estamos no limite. O objetivo é que o programa seja avaliado no final de 2009 - disse a secretaria de assistência social, Valdira Barmi Pereira.



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